Mantém a estrutura, troca os factos
Os recrutadores reconhecem frases emprestadas, não estruturas emprestadas. Mantém a ordem dos parágrafos e escreve de raiz tudo o que afirmas sobre ti.
Cartas completas, não fragmentos. Começa pelo exemplo geral abaixo, vê o que cada parágrafo faz e abre depois o que foi escrito para a tua situação. Todos cabem numa só página.
Escrita por uma candidata com experiência que responde a um anúncio. Troca a função, o resultado e o motivo pelo qual escolheste a empresa, e a estrutura serve para quase qualquer posição.
Candidatura a Coordenadora de Apoio ao Cliente (ref. AC-2214)
Exma. Senhora Dra. Sandra Pinheiro,
Venho candidatar-me à vaga de Coordenadora de Apoio ao Cliente publicada na página de carreiras da vossa empresa. Nos últimos quatro anos trabalhei na linha da frente do apoio ao cliente de uma comercializadora de energia, dos quais os últimos dezoito meses como supervisora em regime de substituição de uma equipa de nove pessoas, e gostaria de pôr essa experiência ao serviço da Norteluz Energia.
Quando assumi a equipa, resolvíamos 61% das chamadas no primeiro contacto. Reescrevi as respostas às cinco dúvidas de faturação mais frequentes e introduzi uma breve revisão semanal das chamadas difíceis. Em seis meses, a resolução no primeiro contacto chegou aos 74% e as reclamações escaladas para as chefias diminuíram um terço.
A vossa decisão de reunir gás e eletricidade numa única equipa de atendimento chamou-me a atenção, porque passámos pela mesma mudança no ano passado. Sei onde falham as passagens de informação e como formar as pessoas nos dois produtos sem que os níveis de serviço se ressintam entretanto.
Terei todo o gosto em conversar sobre o modo como poderia apoiar a vossa equipa nessa transição. Agradeço desde já a atenção dispensada.
Com os melhores cumprimentos,
Laura Bento
O assunto indica a função e a referência, para que a carta vá parar à pilha certa. A saudação usa um nome real. Se não o encontrares, “Exmos. Senhores,” é aceitável.
Duas frases: a que vaga te candidatas, onde a viste e o único facto que faz valer a pena ler-te. Sem um parágrafo sobre o quanto estás entusiasmado.
Um resultado com um número, contado como uma pequena história: qual era a situação, o que mudaste e o que aconteceu. É o parágrafo de que os recrutadores se lembram.
Algo concreto sobre a empresa que se liga à tua experiência. Não pode ser copiado para outra candidatura, e é precisamente por isso que funciona.
Pede uma conversa e agradece. Uma ou duas linhas e, a seguir, o teu nome.
Cada um traz a carta completa, notas sobre o que a faz funcionar e os erros a evitar nessa situação.
Para o primeiro emprego: como transformar a escola, o voluntariado e os trabalhos pontuais em provas.
Ler o exemploPara estudantes que se candidatam a um estágio, construída em torno de trabalhos académicos e projetos.
Ler o exemploPara escreveres a uma empresa que não anunciou nenhuma vaga: como fazer com que uma candidatura espontânea mereça resposta.
Ler o exemploPara quem muda de área: como traduzir a tua experiência em vez de pedir desculpa por ela.
Ler o exemploPara um mestrado, um programa de intercâmbio ou uma licenciatura: o que as comissões de candidatura procuram mesmo.
Ler o exemploUma carta de poucas frases para candidaturas por email e formulários online com espaço limitado.
Ler o exemploOs recrutadores reconhecem frases emprestadas, não estruturas emprestadas. Mantém a ordem dos parágrafos e escreve de raiz tudo o que afirmas sobre ti.
Um valor do teu próprio trabalho, como clientes atendidos, tempo poupado, uma nota ou um orçamento, vale mais do que três adjectivos. Se não tens números, descreve uma situação concreta.
Refere o empregador na abertura e outra vez onde explicas porque o escolheste. Uma carta que podia ser enviada para qualquer lado costuma sê-lo, e nota-se.
Se o anúncio pede “gestão de stakeholders”, usa essa expressão onde for verdade para ti. Tanto os sistemas de triagem de candidaturas como os leitores apressados procuram-na.
Cada design partilha o cabeçalho com o modelo de CV com o mesmo nome, por isso a carta e o CV chegam como uma só candidatura. Clica num para começares a escrever.
Usa a estrutura à vontade, mas não envies o texto tal como está. Os recrutadores veem sempre os mesmos exemplos populares, e uma carta que não fala de ti nem da empresa não lhes diz nada. Troca todos os factos, o resultado e o motivo da candidatura.
Uma página: três ou quatro parágrafos curtos, cerca de 250 a 350 palavras. Se precisas de mais espaço, provavelmente estás a repetir o CV.
Procura primeiro no anúncio, no site da empresa e no LinkedIn. Se continuares sem encontrar um nome, “Exmos. Senhores,” é perfeitamente aceitável. Evita “A quem possa interessar”, que soa a carta-tipo.
Se houver um campo de carregamento opcional ou um endereço de email, vale a pena enviar uma carta curta: explica porque queres este emprego em particular, o que o CV não consegue fazer. Se não houver forma de a anexar, escreve duas ou três dessas frases no email da candidatura ou na caixa de texto livre do formulário.
Sim. Usa o mesmo nome, os mesmos contactos e, idealmente, o mesmo design, para que os dois documentos se leiam como uma só candidatura. No Cvida, cada design de carta de apresentação tem um modelo de CV com o mesmo nome.
Parte de um rascunho no editor, escolhe o design que condiz com o teu CV e descarrega um PDF de uma página.